Na parte 1, foi possível entender a questão da transformação digital na indústria e a necessidade dos trabalhadores desenvolverem novas habilidades. Agora, é o momento de entender mais sobre os gerentes de produção do futuro

Flexibilidade em relação ao tempo de trabalho, conteúdo e local são pré-requisitos para uma produção ágil capaz de responder rapidamente às necessidades do mercado e às condições ambientais. Naturalmente, o mesmo se aplica aos gerentes de produção do futuro, conectados a sistemas de informação.

Continue a leitura para entender melhor!

 

  • Leia mais:

 

Quais as tendências para as Profissões do Futuro? – Parte 1

Profissões do futuro: gerentes de produção

Os gerentes do futuro precisarão ter capacidade para transformar seu estilo de gerenciamento de movido a energia para orientado para o valor, pois as equipes do futuro serão diversas em termos de cultura, educação e localização geográfica.

A Competência social refere-se ao fato de um indivíduo em um contexto social, dentro de uma organização, ter requerida a sua capacidade de comunicar, cooperar e estabelecer conexões e estruturas com outros indivíduos e grupos.

A total integração e automação digital de todos os processos de fabricação na dimensão vertical e horizontal implica também uma automação da comunicação e cooperação especialmente em processos padronizados. Portanto, os trabalhadores serão responsáveis ​​por um escopo mais amplo do processo e precisarão ter a capacidade de entender as relações entre processos, fluxos de informações, possíveis interrupções, bem como possíveis soluções.

Aumentar o escopo e a complexidade exige uma mentalidade orientada para a construção e manutenção de redes de especialistas para poder cooperar ad-hoc na busca adequada de soluções para problemas particulares. O trabalho humano concentrará nos limites de tais processos em que a flexibilidade humana na resolução de problemas e o uso da criatividade são vantajosas.

Portanto, cria-se atividades ativas que serão realizadas em um ambiente social distribuído, envolvendo interdisciplinaridade heterogênea e interorganização, além de equipes internacionais que exigem a capacidade de comunicar problemas complexos em diferentes idiomas.

As competências

Os gerentes devem ser capazes de construir ou atuar como mediadores de processos sociais aceitáveis ​​(também processos de decisão cooperativos) não somente dentro dos limites organizacionais tradicionais, mas para a rede inteira.

As mídias sociais desempenham um papel fundamental como tecnologia de ponta. Gerentes, engenheiros e trabalhadores terão que mostrar alfabetização com os diferentes sabores da comunicação técnica e sistemas de cooperação.

A competência relacionada à ação de uma pessoa é a capacidade de levar ideias de ações divididas ou socialmente construídas. É a habilidade de um indivíduo para integrar conceitos à sua própria agenda, transferir com sucesso os planos para a realidade, não apenas no individual, mas também no nível organizacional. A digitalização da produção levará inevitavelmente à alta de esforços financeiros e tecnológicos.

Os riscos inerentes a tais esforços precisam de pensadores e atores pragmáticos que derrubem a Visão da Indústria 4.0 para o chão de fábrica. Fortes habilidades analíticas e capacidade de encontrar práticas específicas como solução de eventos selecionáveis ​​sem perder o objetivo geral são competências chave dos futuros engenheiros.

Os gerentes também precisam dividir conceitos complexos em pacotes de trabalho realistas, encontrar e designar pessoas e equipes apropriadas. Como a Indústria 4.0 não é uma metodologia ou tecnologia direta, os gerentes de tecnologia precisam incentivar novas rotas, mas também levar em consideração os riscos de falhas e saber mensurar isso tudo. 

Para trabalhadores e gerentes, faz-se necessário uma forte interdisciplinaridade, aquela capacidade de entender o seu redor com uma visão holística, de 360º, uma orientação espacial tal que facilitará a localização de soluções em ambientes complexos.

Provavelmente a competência mais crítica para se atuar em uma produção futura é a capacidade de lidar com a existência de estruturas paralelas: estruturas que são ultrapassadas, mas vitais para operações contínuas, tendo que conjugar um ambiente em paralelo para enfrentar estes novos desafios.

Conhecimentos necessários

Os engenheiros são obrigados a adquirir conhecimento sobre arquitetura de software de ponta, modelagem e técnicas de programação. Além de entender de métodos estatísticos e técnicas de mineração de dados, estas são outras habilidades chave para futuros engenheiros de produção.

Avanços em matemática tecnológica internacional exigirá habilidades em relação à nova produção e aos processos, como por exemplo, a impressão 3D. Os princípios das técnicas de produção enxuta já podem ser considerados como uma competência básica que precisa ser transferida ao nível técnico.

Os cursos de Engenharias Semi Presenciais da UNIFIL EAD foram pensados de modo a preparar o aluno para esse mercado futuro. Tenha mais informações AQUI

Gostou do texto? Deixe a sua opinião nos comentários!

Confira também outros conteúdos no blog da UniFil! Acesse aqui

Veja também: A liderança em tempos de crise